Desconferências


28 Setembro, 17h
Desconferências – Rua do Sol 172

Associativismo em Rede e Acção Cívica

A ação de coletivos associados e gerindo espaços comuns, em rede de circulação de objetos e em ações de partilha de recursos, é um fator potenciador na capacitação de comunidades.

– Sílvia Villar: La Tabacalera em Madrid, Fora do Eixo em S. Paulo e Casa Coloria em Nigran (Vigo)

Silvia Villar | Activista, gestora e investigadora independente. Faz parte de uma equipa de autogestão horizontal – La Tabacalera de Lavapiés (Madrid) e La Casa Colorida (Galiza). Em simultâneo, é/participa como investigadora no Instituto Interuniversitário para a Comunicação Cultural (Universidade Carlos III-Madrid) e faz parte do corpo docente da UNICUL (Universidad Libre de las Culturas). Coordenou o Mestrado em Gestão do Património Cultural (UCM) e secretariou diferentes cursos de verão para a Universidad Complutense de Madrid (UCM) e para a Universidad Internacional Menéndez Pelayo (UIMP).
Realizou trabalhos de Gestão para a AECID (Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo) e para a OEI (Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura) entre 2006 e 2010.

– Julie Timbrell: “Democracia participativa, comunidade, protesto e arte”

Julie Timbrell | Trabalha no tema do ativismo comunitário, democracia participativa e desenvolvimento pelas artes, com enfoque no desenvolvimento de projetos criativos que envolvem as pessoas na tomada de decisões e na construção de comunidade. Trimbell vê o Occupy London como um movimento que pré configura um diferente tipo de comunidade , com especial atenção para a partilha de competências, (http://globalskillsxchange.net/).
Tem estado também integrada na redescoberta da história revolucionária inglesa, relacionando esses aspetos com o atual pensamento radicalizado sobre democracia, através dos New Putney Debates, (http://thenewputneydebates.wordpress.com/)
Este processo conduziu a um projeto centrado em re-imaginar um novo tipo de acordo constitucional, inspirado pelo Leveller’s Agreement of the People do séc. XVII
(http://agreementofthepeople.org/). Mais recentemente, empenhou-se no apoio a campanhas comunitárias e está envolvida em campos para bloquear o fracking (http://greatgasgala.org.uk/).

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Apontamentos Arte e Cidadania – Processos Artísticos participativos

Quem constrói projetos artísticos com as comunidades e com que resultados.

– Luís Costa: “Os Índios do Tarrafal”, 4min. (excerto), ficção (2005).
Um menino pobre foge de casa em busca de um papagaio de papel. Nessa viagem aprende que o dinheiro não é assim tão importante…
Filme produzido no projeto Cinema no Bairro S. João da Deus, pela associação artística Fada Filmes com a colaboração da Fundação Filos.

Luís Costa |Actor, produtor ou realizador em filmes de produção independente e não comercial, empregou-se em diversas atividades para subsidiar o seu trabalho no cinema: professor, marinheiro, tratador de cavalos, assistente de realização TV, entre outras.

– Vasco Costa: O objeto Coletivo. Agregação social através de uma prática de construção -No dia de S. João dois bairros de Ramalde competem com duas fogueiras monumentais.
Iremos ver e analisar a construção coletiva de um objeto comum enquanto elemento estruturante de uma identidade de lugar e de uma comunidade.

Vasco Costa | Artista plástico, tem dedicado parte do seu trabalho a produções artísticas de criação coletiva, tais como as co-curadorias em “projectomorro” na Costa da Caparica 2007, “dieci giorni per una arte coletiva” em Turim 2011 e “ Maputo Totem” na bienal de Moçambique em 2012. Igualmente cooperativo, tem vindo a colaborar e desenvolver projetos nas áreas do cinema e do teatro. A sua obra desenvolve-se acentuadamente no território da Escultura, onde explora a natureza crua dos materiais, organizando um discurso plástico – simbólico do qual se serve para espelhar a sociedade na poética da sua ruína.

– Tiago Almeida: Acervos e Memórias não oficiais – o mapeamento cultural através da experimentação proposto pelo Mipa.

Tiago Almeida | Desde 2011, vem desenvolvendo ações e experiências transversais, na Curadoria de Artes Visuais no Centro Cultural de São Paulo. Projetos de interferência criativa, como o envolvimento na estruturação de uma residência artística para intervenções e oficinas criativas em colaboração com a X Bienal de Arquitetura e o Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes. Em simultâneo, realiza em São Paulo um projeto de mapeamento de atividades culturais, realizadas pelas instituições ibero-americanas que constituem a rede Anilla Cultural, em parceria com a AECID, CCCB, Museo de Antioquia, MAC Universidad de Chile, Info.art e Centro Cultural España-Córdoba. Neste momento, prepara um ensaio curatorial sobre o projeto Missões de Mário de Andrade (1938).

20h – Jantar – Inscrições em info@apraca.net

+ infos em:
http://www.apraca.net/