“CARA O QUÊ?” A Capacidade de um Objecto-Lugar: Bienal da Maia 2015

11098222_728882507232172_2253014774690927698_o

 

Daisuke Inoue acordara demolhado em suores. Estivera a sonhar noite adentro cantando, alto e bom som para rigorosa vizinha resignada, a cidade de Kobe.
Nessa madrugada saltou da cama, pestanejou duas vezes e apercebeu-se que nunca tinha patenteado o seu invento, o Caraoque, mundialmente famoso desde 1971 e que, para além de fama, lhe trouxe o sentimento impossível ser sujeito a valorimetria, a satisfação de pôr meio mundo a cantar.
Já dinheiro por direitos de autor, nem vê-lo.

Nós no Sol gostamos muito de cantar e portanto decidimos organizar um Caraoque poéticó-popularó-performativo, precedido de um jantar comunitário, para assim homenagear este senhor e assim relançá-lo à criação.

Se no primeiro andar temos o Bar/Caraoquê/Cabaret a funcionar, no espaço inferior, a cave teremos aquilo a que poderemos chamar os balneários dos trabalhadores do andar de cima. O espaço onde as conversas, as lamentações, as críticas, as injustiças, e os problemas que surgem quando se trabalha em grupo são discutidos. Uma equipa cultural, que à partida nunca ganha dinheiro mesmo trabalhando. Um grupo alienado que quer ganhar dinheiro quando trabalha.

Colectivo Rua do Sol 172

André Fonseca
Francisco Laranjeira
Francisco Babo
Luísa Abreu
Sarah Klimsch
José Oliveira
Verónica Calheiros

Cara o Quê? Bienal da Maia 2015 from Rua do Sol 172 on Vimeo.